Somos o que comemos!

Essa frase é certeira: nós somos o que comemos! Não só esteticamente, mas por dentro também e por isso a orientação de um bom profissional de nutrição é um dos passos mais importantes para cuidar da saúde de verdade. A mudança repentina na minha alimentação durante os 2 meses do projeto resultaram em algumas mudanças físicas, mas o mais impactante na minha rotina foram os sintomas que eu senti no meu dia-a-dia:

  • a jornada de trabalho ficou muito mais pesada, pois eu não tinha a mesma disposição de antes;
  • apesar do cansaço, eu não conseguia dormir bem e passava parte das noites em claro;
  • tive muitos gases principalmente nas primeiras semanas e meu intestino não funcionava regularmente;
  • voltei a sentir dor de cabeça quase diariamente (começava próximo do horário do almoço e piorava ao longo do dia);
  • passei a sentir uma vontade in-con-tro-lá-vel por doces;
  • percebia um inchaço nos pés ao final de todos os dias;
  • as crises de rinite alérgica voltaram a aparecer (e tive alguns episódios de sinusite no período que não comi saudável). Aliás, antes de aprender a comer saudável, convivia com rinite e sinusite achando que era normal);

Em maio de 2015, o médico Dr. Victor Sorrentino avaliou meus exames de sangue e constatou aumento de 100% nos níveis de triglicerídeos e alteração no colesterol. O nível da glicose dobrou e caso esse aumento continuasse nos meses seguintes poderia chegar a um nível fora da curva da normalidade (o que não aconteceu nos 2 meses do projeto, apesar do aumento significativo).

Eu fui percebendo algumas mudanças estéticas no corpo e o comparativo da avaliação física confirmou isso: embora eu estivesse com apenas 300 gramas a mais no meu peso corporal, tive um aumento de 4 centímetros na circunferência abdominal, meu percentual de gordura aumentou 6,6 porcento e minha massa magra reduziu 3 quilos e meio. A redução de massa magra eu relaciono não só a mudança na alimentação, mas à redução da intensidade dos treinos, pois eu me sentia muito cansada, sem disposição para praticar exercícios e aos poucos fui ficando cada vez mais desmotivada e preguiçosa para ir à academia. As mudanças no meu corpo não me deixaram insatisfeita com a minha aparência, mas como o aumento de gordura foi ocasionado por uma alimentação cheia de industrializados e consequentemente muito artificial eu não me sentia bem, não me sentia disposta e isso de fato me afetou psicologicamente.

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Até aí eu achava que estava tudo sob controle e a partir de maio eu comecei a tentar a voltar para a minha rotina saudável, mas foi muito, muito mais difícil do que pensei e na verdade eu não consegui, nos meses seguintes eu continuei tentando e falhando e foi assim em junho, julho e agosto até que em setembro eu percebi que a única forma de tentar controlar os momentos de compulsão que eu tinha era deixando de comer doces por um longo tempo. Sentia como um vício por doces, algo que era mais forte que a minha vontade e particularmente eu escolhi ser radical neste ponto e foi o que deu certo para mim: fiquei quase 2 meses e meio sem comer nada com açúcar ou adoçante artificial, recorria muito eventualmente ao açúcar de coco e ao mel quando queria comer algo doce e mais natural. Daí em diante sentia como se eu tivesse voltado ao controle das minhas escolhas e isso é ótimo, pois meu objetivo não era deixar de comer coisas que gosto como chocolate e pizza, mas era conseguir escolher quando eu ia comer tudo isso.

1 Comment

  1. Nossa, me identifiquei! consigo comer direitinho, mas quando vc começa a comer doces, n consegue para mais e a disposição pro treino some. Mas vou voltar ao foco!

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