Projeto Saúde “SQN”

O Projeto Saúde “SQN” (projeto saúde só que não) aconteceu em 2014 e foi uma experiência no mínimo proveitosa para mim e para algumas pessoas que acompanharam na época. Em 2012 eu comecei a mudar minha alimentação e fui aprendendo a comer da forma mais natural possível, então o projeto saúde “sqn” foi o caminho inverso do que eu já havia percorrido.

Durante os dois meses do projeto, de março a maio, eu comi da maneira que muitas pessoas comiam “pensando” que estavam fazendo ótimas opções tanto para o corpo, quanto para a saúde.   E de fato essas opções são vendidas assim: para passar a imagem de saudáveis e/ou boas para quem quer emagrecer. Mas todos os bons profissionais de nutrição são a favor da alimentação natural, com o mínimo de industrializados possível para ter saúde e resultados estéticos, sejam eles quais for.

O meu objetivo era chamar atenção para a importância de ler a LISTA DE INGREDIENTES de todos os produtos, pois só assim conseguimos realmente saber o que estamos comendo por trás daqueles rótulos de “saudáveis” e “maravilhosos” que a indústria alimentícia nos vende. A maioria de nós só se preocupa em olhar a tabela nutricional, mas o mais importante de tudo é saber o que realmente contém naquilo que vamos comer, que vamos oferecer ao nosso organismo, que vamos colocar dentro da nossa casa para nossa família, para nossas crianças. Comida de verdade não faz mal, mas aditivos químicos sim e são muitos corantes, espessantes, acidulantes, adoçantes artificiais e tudo mais que os fabricantes utilizam para deixar os produtos mais saborosos, viciantes e duráveis, pois assim eles ficam muito mais lucrativos também.

E lá se foram 2 meses com os mais variados pães integrais e lights, iogurtes com redução disso ou daquilo, barrinhas de cereais e nuts super deliciosas, cereais matinais para ficar magrinha como a modelo da embalagem, requeijão e gelatina lights, peito de perú, leite de soja, refrigerante zero de vez em quando, sucos e chás de caixinha, queijinho quadradinho que não estraga fora da geladeira, barrinhas de proteína, cockies integrais… ahh são tantas coisas pelas prateleiras de mercados e lojas que até fica difícil escolher, mas se tivéssemos o habito de ler a lista de ingredientes todas as escolhas seriam mais fáceis e saudáveis. O problema não está em comer essas coisas de vez em quando, mas sim DIARIAMENTE e em várias refeições. Eu não sou nutricionista, mas isso é questão de bom senso, é questão de colocar em prática no dia-a-dia a orientação que os bons nutricionistas nos ensinam, é questão de ser um consumidor consciente e não deixar ser enganado por rótulos e propagandas.

A Revolução Industrial veio trazendo praticidade e com ela muita coisa artificial e prejudicial ao nosso organismo e cada vez mais a comida de verdade foi perdendo espaço na nossa mesa. Passou ser “estranho” por exemplo comer aipim ou ovo cozidos no café da manhã ou no lanche da tarde. Passou a ser perda de tempo preparar o alimento numa rotina tão corrida se podemos pegar pronto na prateleira. Sem perceber fomos perdendo saúde e ao invés de mudarmos os hábitos alimentares, começamos a tomar mais remédios.

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