Quando a pessoa não convive com gatos…

Quando a pessoa não convive com gatos, ou pelo menos com um único gato (como é o meu caso), geralmente carrega orgulhosa aquele discurso de que não gosta de gatos porque são traiçoeiros, interesseiros, etc e tal. Em algum momento da vida eu adotei esse discurso preconceituoso, digo preconceito pois nunca havia convivido com gatos para ter formado esse “conceito” e por incrível que pareça a maioria das pessoas que também dizem nunca conviveram com gatos, no mínimo estranho né?! E todas as pessoas que conheço que convivem ou já conviveram com gatos, são loucamente apaixonadas por eles (não precisaria nem continuar o assunto depois disso, mas gosto de compartilhar minha experiência).

Seres humanos são preconceituosos, dizem sobre o que conhecem e sobre o que não conhecem, julgam tudo e todos… poderíamos ser diferentes né?! Eu acho que são nesses pequenos detalhes da vida que evoluímos nosso ser, aprendemos com novas experiências e deixamos para trás velhos preconceitos… Minha família sempre conviveu com cachorros e desde quando passei a morar sozinha comecei a pensar na possibilidade de adotar um, mas no fundo sabia que não sairia da “vontade” pois eu passava muitas horas fora de casa, não conseguiria dar conta de levá-lo para passear todos os dias, não conseguiria passar as horas necessárias em casa para ensinar onde fazer xixi e cocô, enfim… não seria uma boa mãe (risos) e nunca cogitei a hipótese de adotar um gatinho (gato jamais!).

A vida dá voltas né gente e num belo dia eu estava dando aula numa academia quando um professor que também trabalhava lá me perguntou se eu gostava de gatos. Eu respondi que não e ele comentou “ah então pode deixar”. Daí questionei o motivo da pergunta dele que então contou que havia achado uma gatinha bem pequena na rua, levou pra casa e alguns dias depois ela tinha tido 5 ou 4 filhotes, não me lembro exatamente. (detalhe: ele já tinha outros 2 gatos e não poderia ficar com todos).

Resumo da história: apenas por curiosidade pedi para ver as fotos dos gatinhos no celular dele e me apaixonei por um e pedi pra ficar com o bichinho. É claro que ele olhou pra mim e disse: “Ué, mas você acabou de dizer que não gosta de gatos!” Fiz a louca e falei que queria tentar (não me perguntem o motivo, foi impulso, loucura e tudo junto e misturado ahahaha). Minha amiga Gabi me ajudou com caixa de areia e de transporte, pedi um pouquinho de ração e fui pra casa com aquele bichinho que pesava um tiquinho mais de 200 gramas, o Juquinha.

Nossa adaptação não foi fácil e nem poderia ser, eu era muito egoísta, morava sozinha, tinha tudo ao meu tempo, não precisava cuidar de ninguém, não escutava ninguém (muito menos um gato…) enfim, eu (o ser humano racional, inteligente, esperto, sagaz, etc) que era a problemática da relação e de tão cabeça dura que era pensava que era ele (típico de gente teimosa né?!).  Todo o discurso que eu dizia sobre gatos, sem conhecê-los, não tinha nada a ver com o que de fato eles são, mas infelizmente dizia muito sobre quem EU era.

Depois de 7 anos de convívio eu aprendi muitas coisas: gatos são autênticos, companheiros para todas as horas, são muito fortes, caçadores, dificilmente demonstram fraqueza, são atentos, carinhosos, limpos, inteligentes, flexíveis, sensitivos, sabem usar o banheiro… nossa, são tão incríveis que só quem tem consegue entender!

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