O quanto a vida muda após a chegada do bebê

Meu bebê nasceu e minha rotina mudou, eu mudei por dentro e por fora, mudamos de cidade, mudou a forma de ver o mundo, tudo mudou! O quanto a vida muda após a chegada do bebê é bem relativo, mas tenho certeza de que para algumas pessoas (especialmente as mães) a vida muda profundamente, enquanto para outras pessoas nem tanto.

Há quem acredite que não deva mudar e o bebê deve se encaixar na rotina dos pais e nos compromissos que sempre existiram, que deve se habituar aos barulhos da casa e diferenciar dia e noite fazendo os cochilos do dia com o ambiente iluminado. Há quem acredite que o bebê deve ser ensinado a dormir e que as noites de sono dos pais devem voltar ao normal tão rápido quanto esse treinamento deve ser aplicado.

Há quem diga que colo acostuma mal e não tem problema deixar o bebê chorar porque logo ele se acostuma e entende que não pode ficar o tempo todo no colo, que as mamadas devem ter horário estipulado porque nem todo choro é fome e além disso ele vai fazer o bico do peito de chupeta e isso não pode, acostuma mal também. Há quem diga tantas outras coisas sobre a chegada de um bebê…

A minha opinião é baseada na minha experiência, na observação do maternar das minhas irmãs e no amor que lembro até hoje ter recebido da minha mãe (elas foram e são até hoje minha maior rede de apoio, algo que julgo essencial, vital para qualquer mãe de primeira viagem); que é o que eu posso compartilhar com outras famílias, cuidadores e especialmente outras mulheres; não significa que seja a opinião correta!

Aliás sobre esses assuntos não acredito que exista certo ou errado e sim o que cada mãe acredita ser a melhor escolha de acordo com sua própria realidade e como essa muda de pessoa para pessoa, seríamos injustas ao acreditar que apenas nossa escolha está correta. Na maternidade não há espaço para julgamentos como diz uma querida médica que sigo no instagram:  @drabiancamello

Vou resumir minha caminhada até aqui, Davi está com 8 meses, e em outros posts eu pretendo detalhar mais o que penso sobre cada assunto. Não entitulo ou rotulo meu maternar, não acho que seja questão de ter ou não apego e sim do quanto o bebê solicita (nem todos são iguais) e o quanto a mãe está disposta e/ou pode se doar.

  • Davi nasceu de parto normal, mas caso houvesse algum risco de vida para mim ou para ele teríamos vivido uma cesárea extremamente bem vinda e necessária. Não foi um parto fácil, inclusive porque já comecei o trabalho de parto bem cansada.
  • Meu puerpério foi bem difícil, bem difícil mesmo e sei que o de tantas outras mulheres também foi e para algumas está sendo.
  • Amamentação em livre demanda e sigo assim até hoje, mas essa decisão é quase desesperadora quando se trata de um bebê com grande necessidade de sucção e por isso compreendo as mães que desistem no meio do caminho.
  • Davi passou meses no meu colo e chorou muito, muito. O choro é um dos momentos mais difíceis na minha opinião.
  • Eu não consegui adaptar meu bebê aos barulhos da casa, muito menos à rotina corrida que eu tinha antes dele. Daí surgiram muitos questionamentos meus sobre o sono da noite e os cochilos durante o dia.

Isso aí em cima já dá pano pra manga, para uma blusa inteira pra falar a verdade (ahahahaha) e já dá uma idéia do quanto a minha vida mudou com a chegada do Davi que foi planejado, desejado e esperado, então eu faço idéia do quanto pode mudar para outras mulheres que se surpreendem com a notícia da gravidez (surpreender-se não significa que não se sintam felizes).

Beijos e até o próximo post.

 

 

 

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